Regra
Imagem de terceiros na campanha: adversários, autoridades e celebridades
Colocar alguém na sua peça é afirmar alguma coisa sobre essa pessoa. Sem autorização, a afirmação é sua e o problema também.
6 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
Existe uma diferença grande entre citar alguém e colocar essa pessoa na sua peça. A primeira é debate público. A segunda é uso de imagem alheia.
A regra de fundo
Imagem de pessoa é dela. Usar em material de propaganda — que é comunicação com finalidade — exige autorização, salvo situações específicas de interesse jornalístico e debate público.
Campanha não é jornalismo. A margem é menor.
Os quatro casos que aparecem
Adversário. O debate político admite crítica a posições, votos e atos públicos. O que não admite é usar a imagem do adversário de modo que sugira apoio, aliança ou situação que não ocorreu. Montagem com adversário é território de risco alto e retorno duvidoso.
Autoridade e liderança nacional. A peça que coloca o candidato ao lado de uma figura de projeção afirma proximidade. Se a proximidade não existe, ou se não há autorização, a afirmação é falsa e a peça é sua.
Artista, atleta, influenciador. Além do direito de imagem, entra o valor comercial associado. Aqui a autorização não é formalidade — é o próprio ativo da pessoa.
Líder religioso. Soma direito de imagem, sensibilidade e a chance de a peça ser lida como endosso institucional. Autorização expressa ou nada.
Antes de colocar alguém na peça, pergunte: essa pessoa ficaria confortável vendo isso? Se a resposta depende de sorte, não publique.
Autorização de apoiador não é a mesma coisa
Apoiador que manda a própria selfie autorizou o uso da imagem dele. Isso não autoriza:
- Terceiros que aparecem na mesma foto
- Uso em peça diferente da que ele pediu
- Reaproveitamento em outro momento da campanha
Uma foto pode conter várias pessoas. O consentimento foi de uma.
Imagem de acervo e banco de imagens
Foto de banco tem licença, e licença tem termos. Muitos bancos proíbem expressamente uso político. Usar assim mesmo é descumprir contrato, não só regra eleitoral.
Confira antes. É o tipo de coisa que ninguém checa e que gera notificação no pior momento.
Checklist
- Toda pessoa identificável na peça autorizou, ou é o próprio candidato
- A peça não sugere apoio que não existe
- Licença de imagem de banco permite uso político
- Autorização guardada e localizável
- Nenhum terceiro entrou "de fundo" numa selfie de apoiador
Quer isso resolvido no processo, não na revisão?
O Santinho Digital entrega a peça com identificação de IA, tarja legal e consentimento registrado — em cada foto que o eleitor gera.
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