Regra
O apoiador postando no perfil dele: o que a campanha pode e não pode orientar
Manifestação pessoal é livre. Vira outra coisa quando há pagamento, coordenação de massa ou simulação de espontaneidade.
5 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
A manifestação individual de apoio, no perfil da própria pessoa, sem contratação, é expressão política protegida. É também o ativo mais barato que uma campanha tem.
A pergunta que interessa: até onde a campanha pode estimular isso sem transformar em propaganda irregular?
O que mantém a manifestação sendo pessoal
- Sem pagamento. Nem em dinheiro, nem em vantagem, nem em sorteio.
- Sem impulsionamento. O apoiador não paga por alcance.
- Com autoria real. Quem posta é quem pensa aquilo.
- Sem simulação de escala. Não é conta falsa, não é rede coordenada fingindo movimento espontâneo.
Se as quatro se mantêm, o apoiador está exercendo direito próprio.
O que muda a natureza
Pagamento. No momento em que existe contraprestação, aquilo virou publicidade contratada — com todas as obrigações que isso traz, para os dois lados.
Coordenação de massa. Distribuir texto pronto para centenas de pessoas postarem ao mesmo tempo produz aparência de movimento espontâneo onde há operação. É astroturfing, e plataformas e tribunais tratam mal.
Conta que não é de gente. Perfil falso, automatizado ou operado em volume não é apoiador.
A linha: a campanha pode dar material. Não pode comprar opinião nem fabricar aparência de multidão.
O que a campanha pode fazer, com tranquilidade
- Produzir peças boas e disponibilizar para quem quiser
- Explicar as regras à base, de forma simples
- Sugerir momentos e temas
- Facilitar o compartilhamento — link curto, QR, arquivo leve
- Agradecer publicamente
Nada disso compra nada. Tudo isso aumenta o volume.
Por que a peça precisa vir identificada de qualquer forma
O apoiador não vai colocar tarja em nada. Ele vai baixar e postar.
Então a identificação — de IA, quando for o caso, e a de propaganda — tem que já estar na imagem quando ela sai da campanha. Depende de processo, não de disciplina de terceiro.
Três frases para mandar para a base
- "Compartilhe do seu jeito, com quem você conhece"
- "Não pague para impulsionar"
- "Não use a peça de outro candidato como base"
Curto o suficiente para ler. É o que decide se funciona.
Quer isso resolvido no processo, não na revisão?
O Santinho Digital entrega a peça com identificação de IA, tarja legal e consentimento registrado — em cada foto que o eleitor gera.
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Santinho Digital