Regra
Criança e adolescente em material de campanha: por que o caminho seguro é não usar
A regra é restritiva, a exposição é irreversível e a operação em escala não tem como conferir caso a caso.
7 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Aparece em toda campanha: a foto com a criança no colo, o adolescente no comício, a família inteira no material. É afetivo, funciona bem e é justamente por isso que o assunto merece cuidado.
Por que o regime é mais restritivo
Duas camadas se somam. A proteção geral de crianças e adolescentes, que existe independentemente de eleição, e as regras de propaganda eleitoral. Onde as duas se encontram, o padrão de exigência sobe.
Menor de idade não consente por si. A autorização é de quem detém a responsabilidade legal — e precisa ser específica para aquele uso, não genérica.
O problema específico de operar em escala
Uma campanha que produz vinte peças consegue verificar as vinte. Uma campanha onde milhares de eleitores enviam a própria foto não consegue verificar nada.
Nesse cenário, três coisas são verdadeiras ao mesmo tempo:
- Você não sabe a idade de quem enviou
- Você não tem autorização de responsável nenhum
- A peça já foi gerada e já está circulando quando alguém percebe
Em operação aberta ao público, "verificar caso a caso" não existe. Existe aceitar ou não aceitar.
A recomendação prática
Confirmação de idade obrigatória antes do envio, e nenhuma peça gerada sem ela.
Isso custa volume. Uma parte das pessoas desiste na confirmação. É um preço pequeno perto da alternativa, que é descobrir depois — quando a imagem já circulou e não volta.
O que fazer com o material institucional
Peça produzida pela campanha, com foto de menor, autorizada pelos responsáveis, é situação diferente de selfie enviada por desconhecido. Mesmo assim:
- Autorização por escrito, específica para uso em campanha eleitoral
- Guardada e localizável — de nada serve autorização que ninguém acha
- Uso restrito ao que foi autorizado
- Nenhuma exposição que identifique escola, rotina ou endereço
O teste que resolve a dúvida
Se a resposta para "os responsáveis autorizaram, por escrito, este uso específico?" não for um sim imediato e documentado, a peça não sai.
Não há meio-termo útil aqui. Exposição de criança não tem desfazer.
Quer isso resolvido no processo, não na revisão?
O Santinho Digital entrega a peça com identificação de IA, tarja legal e consentimento registrado — em cada foto que o eleitor gera.
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Santinho Digital