Tecnologia
Rede fraca e celular simples: o projeto que ninguém vê
O eleitor que a campanha mais precisa alcançar tem o pior aparelho e a pior conexão. Isso decide arquitetura, não só design.
28 de junho de 2026 · 5 min de leitura
Toda decisão técnica de campanha é tomada em escritório com fibra e celular novo. A campanha acontece na rua, com 3G instável e aparelho de entrada.
Essa distância é onde a maior parte do alcance se perde.
O que muda quando você projeta para o pior caso
Sem fonte externa. Cada arquivo remoto bloqueia o desenho da página. Fonte do sistema aparece imediatamente.
Sem framework pesado. Uma página de campanha não precisa de biblioteca de centenas de kilobytes.
Imagem no tamanho certo. Enviar 4000 pixels para exibir em 400 é queimar dados do eleitor.
JPEG progressivo. Aparece desfocado e vai ganhando nitidez, em vez de carregar de cima para baixo.
Nada essencial dependendo de JavaScript. Se o script falhar, a informação principal continua na tela.
Os alvos práticos
| Item | Alvo |
|---|---|
| Primeira tela | menos de 2 s em 3G |
| Página total | abaixo de 500 KB |
| Peça de campanha | abaixo de 300 KB |
| Requisições externas | zero |
O teste que revela tudo
Abra o site da campanha:
- Em um celular de entrada, não no seu
- Com rede móvel, não no Wi-Fi
- Na rua, no sol
- Sem limpar o cache antes — como um usuário real
O que funciona nessas quatro condições funciona em qualquer lugar. O contrário não é verdade.
Se a página só abre bem no seu aparelho, ela só funciona para você.
O upload é o gargalo esquecido
O eleitor vai enviar uma foto, e upload em rede móvel é mais lento que download. Uma selfie de 8 MB pode levar um minuto — tempo suficiente para desistir.
Reduzir a imagem no próprio aparelho antes de enviar resolve, e é a diferença entre o fluxo funcionar ou não em campo.
Por que isso é decisão de alcance, não de engenharia
Cada segundo a mais de carregamento derruba uma fatia dos visitantes. Numa campanha, esses visitantes são eleitores que já tinham decidido clicar — o público mais caro de conseguir.
Quer isso resolvido no processo, não na revisão?
O Santinho Digital entrega a peça com identificação de IA, tarja legal e consentimento registrado — em cada foto que o eleitor gera.
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