Prática
A legenda do post: o que escrever quando a imagem já disse tudo
Primeira linha carrega o peso. O resto é para quem já parou. E cuidado: a legenda pode derrubar uma peça correta.
21 de julho de 2026 · 4 min de leitura
A imagem para o dedo. A legenda decide o que a pessoa faz depois. E, em campanha, ela é o lugar onde peças corretas viram problema.
A primeira linha é quase tudo
Só ela aparece antes do "ver mais". Precisa funcionar sozinha e não pode ser saudação.
Ruim: "Olá, pessoal! Hoje eu quero falar com vocês sobre..." Bom: "Onde a fila do posto some é onde o dinheiro foi bem gasto."
Estrutura que funciona
- Uma frase que segura — a primeira linha
- Duas ou três linhas de conteúdo — o argumento
- Uma chamada clara — o que fazer agora
Chamada precisa ser específica. "Compartilhe" funciona melhor que "engaje". "Manda no grupo da família" funciona melhor que "compartilhe".
O risco jurídico da legenda
Este é o ponto que mais escapa: a peça pode estar impecável e a legenda derrubar tudo.
Uma imagem composta, identificada como gerada por IA, é regular. A mesma imagem com "no nosso encontro de ontem" afirma um fato que não ocorreu — e a irregularidade nasceu no texto, não na arte.
Antes de publicar, leia a legenda ignorando a imagem. Ela afirma algum fato? Esse fato é verdadeiro?
O que evitar
- Emoji substituindo palavra em informação importante
- Número escrito por extenso em vez de dígito
- Hashtag em excesso — três bastam
- Link no meio do texto, onde ninguém clica
Adaptar por rede
| Rede | Legenda |
|---|---|
| Story | Quase nenhuma, o texto vai na imagem |
| Feed | Curta, com chamada |
| Uma linha, ou nenhuma |
No WhatsApp a peça viaja sozinha. É por isso que a informação essencial tem que estar dentro da imagem, sempre.
Quer isso resolvido no processo, não na revisão?
O Santinho Digital entrega a peça com identificação de IA, tarja legal e consentimento registrado — em cada foto que o eleitor gera.
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Santinho Digital